Minas pede ao STF a suspensão de ação contra o governo federal sobre matrículas no ensino profissionalizante

O estado pedia ao STF tutela de urgência para conceder acesso a sistema do MEC. Registros são contrapartida do Propag.
Ministro Gilmar Mendes
Ação está nas mãos do ministro Gilmar Mendes. Foto: Nelson Jr/SCO/STF.

A Advocacia-Geral do Estado de Minas Gerais (AGE-MG) protocolou uma petição para suspender por 15 dias a ação que move contra o governo federal no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O documento está, desde essa quinta-feira (30), nas mãos do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Como mostrou O Fator, a administração estadual pedia tutela de urgência para ter acesso a um sistema do Ministério da Educação (MEC) para registro de matrículas da educação profissional técnica de nível médio — uma das contrapartidas para adesão ao Propag. 

Esse era o principal entrave para Minas publicar o balanço de investimentos do Propag referente ao primeiro semestre deste ano. O documento já está disponível, como mostrou a reportagem.

“Minas, em demonstração de sua conduta colaborativa, leal e transparente, até mesmo diante da vista já aberta a União, requer a suspensão deste feito (a ação), por 15 dias, a contar da data de hoje, para que o Ministério da Educação libere a todos os diretores escolares mineiros, cujas escolas ofertam a educação profissional técnica de nível médio, o acesso à aba onde devem ser cadastradas as matrículas”, solicita Bruno Borges da Silva, procurador que representa a AGE na petição.

O estado alega “restrições técnicas” para ter acesso ao Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec). O objetivo é cadastrar cerca de 250 mil matrículas da educação profissional técnica de nível médio — a meta mínima estabelecida pelo governo federal para adesão ao Propag gira em torno de 155 mil alunos.

Tutela ainda pode ser analisada

Apesar do pedido de suspensão da ação feito a Gilmar Mendes, a AGE manifesta na petição que, caso o governo federal não resolva os problemas técnicos em 15 dias, a tutela de urgência deverá ser analisada.

“Transcorrido esse prazo sem a comprovação nos autos da diligência necessária por parte da União […] Minas requer o retorno ao curso normal deste feito com a apreciação do seu pedido de tutela de urgência, independentemente de nova manifestação ou vista às partes”, escreve a AGE na petição.

Repórter de bastidores e orientado por dados de O Fator em Belo Horizonte, onde cobre política e mercado. Também é professor da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, onde leciona disciplina ligada ao jornalismo de dados. Trabalhou por sete anos no jornal Estado de Minas, onde foi repórter e coordenador de jornalismo de dados. Também trabalhou no caderno de política do jornal O TEMPO por dois anos. É master em Jornalismo de Dados, Automação e Data Storytelling pelo Insper.

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