O viveiro de mudas mantido pela Anglo American em Conceição do Mato Dentro, na região central de Minas Gerais, produz, a cada ano, até 600 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica e do Cerrado.
O espaço verde ocupa área de 25 mil m², recebe investimento anual de cerca de R$ 1 milhão e se destaca como um dos poucos viveiros do país sem fins lucrativos.
Entre 2020 e 2024, a Anglo American destinou mais de R$ 100 milhões a ações ambientais no Sistema Minas-Rio, incluindo a operação do viveiro.
Sementes que geram riquezas ambientais
A equipe do viveiro da Anglo American faz a coleta de sementes de mais de 2 mil árvores-matrizes, abrangendo cerca de 130 espécies da flora regional. Dezoito dessas espécies estão ameaçadas de extinção.
Lá, também estão mudas resgatadas de áreas de floresta nativa e campo rupestre que sofrem intervenção pelo empreendimento de mineração. Depois que deixam o espaço de conservação, essas mudas são utilizadas em ações de recomposição florestal.
A Anglo American também administra mais de 20 mil hectares sob conservação. Juntos, o território protegido e o viveiro de mudas compõem parte da estratégia da companhia de atuar conforme a hierarquia da mitigação, priorizando evitar impactos ambientais, depois minimizar danos inevitáveis e, por fim, adotar medidas de recuperação.
O objetivo, segundo a empresa, é reforçar o compromisso com desenvolvimento sustentável, regeneração ambiental e fortalecimento das comunidades próximas ao empreendimento Minas-Rio.
Comunidade atuante na preservação ambiental
O viveiro abriga espécies como ipê-amarelo, ipê-roxo, aroeira, embaúba, além de espécies ameaçadas, como palmito-juçara, jacarandá-da-Bahia, braúna e Dyckia conceicionensis, esta última endêmica de Conceição do Mato Dentro. A seleção de espécies prioriza potencial ecológico, relevância para a fauna e capacidade de regeneração de áreas degradadas.
A operação do viveiro envolve uma equipe composta por mais de 20 moradores das comunidades do entorno, contratados e capacitados pela Anglo American.
“É emocionante ver como o viveiro transformou vidas. Pessoas que antes não tinham renda hoje são guardiãs da natureza e multiplicadoras de saberes”, afirma Luciana da Mata, coordenadora de Meio Ambiente.
Entre os impactos ambientais destacados estão a recomposição florestal, a melhoria da qualidade do ar com captura de CO₂, a redução da poeira e a proteção de nascentes por meio da vegetação plantada, que também contribui para evitar erosão e assoreamento de rios.
Paula Oliveira, doutora em ciência florestal e integrante do projeto desde seu mestrado em uma universidade conveniada com a Anglo American, aponta que o viveiro se tornou referência nacional.
“É um laboratório vivo, onde aplicamos conhecimento técnico com resultados mensuráveis e transformadores”, afirma Paula.
As ações do viveiro integram o Plano de Mineração Sustentável da Anglo American, que estabelece metas como impacto líquido positivo em biodiversidade até 2030, neutralização de carbono e redução de emissões até 2040.
O plano é estruturado em três pilares: Meio Ambiente Saudável, Comunidades Prósperas e Liderança Corporativa de Confiança. O modelo de Desenvolvimento Regional Colaborativo busca catalisar desenvolvimento econômico independente e sustentável nas regiões das operações, visando comunidades autossuficientes que prosperem além da vida útil da mina.