A mineração responsável exige mais do que cumprimento de obrigações legais. Em Minas Gerais, a Anglo American demonstra que é possível aliar a operação de minério de ferro à proteção da biodiversidade.
A empresa mantém 22 mil hectares sob conservação. As áreas protegidas funcionam como refúgios para centenas de espécies animais e vegetais. Os espaços preservados são essenciais para a produção de água, para a regulação do clima, para a melhoria da qualidade do ar, para o controle de pragas, bem como para o estoque de carbono e polinização. São locais que beneficiam tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais de Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas e região.
Evitar, minimizar e compensar impactos
A Anglo American aplica a hierarquia da mitigação em todas as operações. Primeiro, busca evitar impactos ao meio ambiente. Quando isso não é possível, trabalha para minimizá-los. Por fim, restaura e compensa os efeitos remanescentes.
A metodologia proporciona estudos ambientais detalhados, resgate de fauna e flora, monitoramento contínuo da vida silvestre, produção de mudas nativas, recuperação de áreas degradadas, manejo de espaços protegidos e educação ambiental. As ações refletem o propósito da empresa de reimaginar a mineração para melhorar a vida das pessoas.
Quase 1 mil espécies identificadas
Desde 2010, a empresa monitora sistematicamente a fauna regional. Foram realizadas 46 campanhas de monitoramento de pequenos mamíferos não-voadores e mamíferos de médio e grande porte, 46 de avifauna, 46 de ictiofauna nas áreas de influência, 47 de entomofauna, 55 de herpetofauna e 31 de ictiofauna nas áreas de compensação.
Os resultados revelam uma biodiversidade surpreendente: 936 espécies registradas, sendo 56 anfíbios, 44 répteis, 52 mamíferos, 346 aves, 429 borboletas e 36 peixes. Entre elas, 25 estão ameaçadas de extinção.
“Antes desses estudos, havia uma lacuna significativa no conhecimento sobre a biodiversidade da nossa região. Com o monitoramento, passamos a compreender melhor a fauna local e a desenvolver estratégias mais eficazes de conservação. Como bióloga e moradora da comunidade, participar desses projetos é unir ciência e território. Cada dado coletado é um gesto de cuidado, uma forma de dar voz à natureza e garantir que ela continue viva para as próximas gerações”, afirma Daniele Miranda, analista ambiental do Sesi.
O trabalho envolve metodologias específicas para cada grupo animal e considera a sazonalidade. As atividades permitem acompanhar mudanças nas populações ao longo do tempo, avaliar riqueza e diversidade de espécies, identificar impactos e implementar ações de manejo para espécies ameaçadas, raras ou endêmicas.
Nova descoberta de anfíbio
Em 2021, uma parceria entre a Anglo American, a Universidade Federal de Viçosa e a consultoria Sete Soluções e Tecnologia Ambiental resultou na descoberta de uma nova espécie de anfíbio. A pesquisa foi publicada na revista científica internacional Salamandra, referência em herpetologia.
A espécie recebeu o nome de Aplastodiscus heterophonicus. Aplastodiscus se refere ao gênero do anfíbio, atualmente atribuído a 15 espécies diferentes. Heterophonicus faz referência ao canto diferenciado da perereca, a melhor maneira de identificá-la em campo.
Os primeiros registros ocorreram no início dos anos 2000, por meio de gravações de áudio. Apenas em 2010 foi coletado o primeiro indivíduo. Com o aumento do número de biólogos trabalhando na região, mais indivíduos foram encontrados. Em janeiro de 2019, iniciou-se o Projeto de Monitoramento de Aplastodiscus, focado na descrição da nova perereca.
O trabalho foi executado em complementação ao Programa de Monitoramento da Herpetofauna da Anglo American. Durante as atividades, foram realizadas visitas aos locais onde a presença da espécie já era conhecida, buscando indivíduos machos e fêmeas em diversos estágios de desenvolvimento.
A pesquisa ampliou consideravelmente a distribuição geográfica da perereca, agora reconhecida em mais de 20 localidades. A descoberta traz informações fundamentais sobre a fauna da Serra do Espinhaço, segunda maior cadeia de montanhas da América do Sul e uma das mais ricas em espécies de anfíbios no mundo.
“Esta descoberta ressalta a importância de realizar projetos no âmbito do licenciamento ambiental em cooperação com instituições de pesquisa. Mostra que estudos de alta qualidade podem resultar dessas parcerias e demonstra a importância do atendimento aos requisitos legais e às medidas compensatórias por parte dos empreendedores, resultando em descobertas científicas de enorme relevância”, destaca Josimar Gomes, analista ambiental da Anglo American.
Publicações científicas documentam biodiversidade
A Anglo American incentiva a disseminação de desenvolvimento científico por meio de publicações em parceria com consultorias e universidades. As obras divulgam a fauna, flora, arqueologia e espeleologia da região.
Entre as publicações estão “Das Grutas à Luz – os mamíferos pleistocênicos de Minas Gerais”, do professor Cástor Cartellie, que resgata as raízes da ocupação e desvenda o patrimônio natural de Minas Gerais; “Anfíbios – Alvorada de Minas, Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim”, que apresenta detalhes de como os biomas Mata Atlântica e Cerrado se encontram e possuem grande diversidade de anfíbios; e “Fauna – Leste Atlântico do Espinhaço Meridional”, que propõe o entendimento de como a conjunção de matas, águas e condições de clima e solo determinam o povoamento de diferentes espécies na Cadeia do Espinhaço.
Também foram publicados “Arqueologia e História – Alvorada de Minas, Conceição do Mato Dentro e Dom Joaquim”, que apresenta os primeiros resultados das pesquisas arqueológicas e históricas na região; “Cavernas da Serra do Espinhaço”, que apresenta o rico patrimônio espeleológico existente na serra; e “Biodiversidade no Espinhaço Meridional: Biomas e Áreas Protegidas”, publicado em 2021 e acessível em formato digital.
Projeto Voarte une conservação e geração de renda
Executado pelo Instituto de Pesquisa e Conservação Waita, com subsídio do programa de voluntariado Embaixadores do Bem da Anglo American, o Projeto Voarte surgiu como extensão do Projeto Voar, já desenvolvido em Dom Joaquim para a conservação do papagaio-de-peito-roxo.
Inspirado nas artesãs do Rio Doce, o projeto uniu conservação ambiental, geração de renda e empoderamento feminino. Mulheres da comunidade foram capacitadas em técnicas de artesanato para produzir peças inspiradas na fauna local, incluindo o papagaio-de-peito-roxo, espécie símbolo da região.
A iniciativa promoveu conscientização sobre biodiversidade e preservação ambiental, ao mesmo tempo em que estimulou autonomia financeira e empoderamento das mulheres da comunidade.
Plano de Mineração Sustentável guia as ações
As ações de proteção à biodiversidade integram o Plano de Mineração Sustentável da Anglo American, baseado nos princípios ESG. Um dos pilares do plano é Ambiente Saudável, com metas de alcance global e visões que endereçam os principais desafios da indústria mineral.
Os outros dois pilares são Comunidades Prósperas e Liderança Corporativa de Confiança. Os três pilares se fundamentam no modelo de Desenvolvimento Regional Colaborativo, para catalisar o desenvolvimento econômico independente, escalonável e sustentável nas regiões ao redor das operações. O objetivo é criar a mineração do futuro agora e trazer benefícios além da vida útil da mina.
As iniciativas desenvolvidas no sistema Minas-Rio demonstram que mineração responsável e preservação ambiental caminham juntas. Os 22 mil hectares sob conservação, o registro de quase mil espécies, a descoberta de novas espécies e os projetos de educação ambiental evidenciam que a empresa promove ações concretas voltadas à sustentabilidade e ao desenvolvimento das comunidades anfitriãs.
Para conhecer mais sobre as iniciativas de meio ambiente e preservação da fauna da Anglo American, acesse www.angloamerican.com.br.