Um dos carros-chefe da operação da Anglo American no mundo, o sistema Minas-Rio não se destaca apenas pela produção minerária. Para além das belezas dos vales moldados pela Serra do Espinhaço, há mais de 22 mil hectares sob conservação ambiental. A preservação é uma das bases da chamada hierarquia da mitigação, adotada pela empresa para valorizar o ecossistema que sustenta as comunidades locais e a biodiversidade.
Os 22 mil hectares conservados equivalem a cerca de 22 mil campos de futebol. Isso é essencial para o suporte a produção de água em quantidade e qualidade para melhorar a disponibilidade hídrica no território , a regulação do clima, o controle de pragas, a polinização e o estoque de carbono. Ao longo da faixa verde preservada, há espaços de reserva legal, áreas de preservação permanente (APPs) e corredores ecológicos implantados de forma voluntária.
Os espaços verdes estão em diversos pontos do corredor Minas-Rio, em cidades como Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas. A operação minerária na região começou em 2008 e, desde então, a cobertura florestal da região saltou de 150 mil hectares para 160 mil hectares.
“Acreditamos que a mineração responsável vai além da extração de recursos com segurança. Ao investir na preservação da biodiversidade e ações de restauração ecológica das regiões onde atuamos, criamos um legado positivo que beneficia tanto o meio ambiente quanto as gerações futuras”, diz Talles Ulhoa, Coordenador de Projetos e Estudos Ambientais da Anglo American.
Fauna, flora, rios e nascentes no topo da cadeia de beneficiários
A ampliação em 10 mil hectares da cobertura florestal na região do Minas-Rio caminha lado a lado com ações como a redução do desmatamento e o combate à caça e à captura de fauna para criação doméstica.
“Hoje, a gente já não vê tanto assim. Questões como caça e captura de fauna diminuíram muito”, assegura Daniele Miranda, bióloga do Sesi e moradora de Alvorada de Minas.
Daniele, além de bióloga, atua em projetos de monitoramento de fauna e gestão ambiental na região. Por isso, tem propriedade para falar sobre os avanços.
“Observar a estabilização das populações de grandes mamíferos ou participar do processo de descrição de uma espécie nova é gratificante. É um orgulho saber que espécies de peixes ameaçadas hoje se mantêm em áreas protegidas”, emenda. Seu depoimento e história podem ser conferidos na íntegra no livro Biodiversidade no Espinhaço, lançado pela Anglo American.
O reflexo do apoio da Anglo American à preservação resulta também na restauração de nascentes nas áreas no entorno do empreendimento Minas-Rio. Em parceria com o Instituto Espinhaço, o Centro Brasileiro para Conservação da Natureza e Desenvolvimento Sustentável (CBCN) e produtores rurais, a empresa investiu R$ 2 milhões no reflorestamento próximo às nascentes e cursos d’água do Ribeirão Santo Antônio, restaurando 23 nascentes e 8 mil metros de APPs.
O rio, manancial de Conceição do Mato Dentro, agora flui mais limpo e abastecido, garantindo água de qualidade para a população local.
Viveiro de mudas: berço da regeneração
Parte fundamental da engrenagem verde do Minas-Rio nasce no viveiro de mudas de Conceição do Mato Dentro. Com 25 mil metros quadrados de área construída e capacidade para produzir até 750 mil mudas por ciclo, o viveiro coleta sementes de mais de 2 mil árvores-matrizes de 127 espécies nativas da Mata Atlântica — 18 delas ameaçadas de extinção.
As mudas são direcionadas para áreas degradadas. O plantio ajuda a enriquecer a paisagem e auxilia na regeneração de espaços ambientais.
Investimento milionário supera as fronteiras de Minas
O compromisso vai além do território mineiro. Entre 2020 e 2024, a Anglo American investiu mais de R$ 100 milhões em meio ambiente, sendo **US$ 5 milhões direcionados ao Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).
O Arpa é considerado a maior iniciativa mundial de conservação e uso sustentável de florestas tropicais, preservando 60 milhões de hectares e estabelecendo um novo padrão para o setor privado.
Ao longo da sua trajetória, a empresa preencheu lacunas históricas de conhecimento sobre a biodiversidade local. Foram firmadas parcerias duradouras com as Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG), de Viçosa (UFV), dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri (UFVJM) e de São Paulo (Unifesp). Os acordos geraram livros, pesquisas e tratados sobre o aprimoramento de práticas de restauração e conservação ambiental.
A Anglo American ainda integra plataformas internacionais como a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), e a coalizão Governos Locais para a Sustentabilidade (ICLEI), além de atuar em ambientes colaborativos para inovação em sustentabilidade.
Neste momento, a Anglo American tem metas consideradas robustas para a atuação ambiental. Dois dos objetivos são:
- Impacto líquido positivo em biodiversidade até 2030;
- Redução de 50% das emissões de gases indiretos para o efeito estufa até 2040;
Os objetivos são baseados nos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança). Os esforços na busca por um Meio Ambiente Saudável compõem as diretrizes do Plano de Mineração Sustentável da companhia, que também abrange as frentes de “Comunidades Prósperas” e “Liderança Corporativa de Confiança”, com foco no desenvolvimento regional colaborativo e na prosperidade das comunidades mesmo após o fim da atividade mineradora.
Muito do que se vê hoje em Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas, Dom Joaquim e outros municípios próximos à Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) é fruto de investimento, ciência, colaboração e, acima de tudo, de uma visão de futuro que aposta na convivência entre mineração e preservação ambiental.
A experiência mostra que a mineração responsável pode ser, sim, aliada do meio ambiente e do desenvolvimento socioeconômico sustentável.
“Todo dia, um pouco mais”, resume a bióloga Daniele Miranda.