Crise na Secretaria de Fazenda paralisa serviços e expõe inércia do Governo Zema em resolver

Foto: Sindpúblicos

Conteúdo patrocinado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público no Estado de Minas Gerais – Sindpúblicos

Em meio ao vale-tudo da eleição, o governador Romeu Zema parece ter relegado a segundo plano a principal estrutura de arrecadação do Estado: a Secretaria da Fazenda. Há mais de três meses, serviços essenciais prestados pela SEF/MG enfrentam sérias dificuldades. A emissão de Notas Fiscais Avulsas (NFA), a liberação do cartão do produtor rural e outros atendimentos fundamentais estão paralisados ou em forte atraso, com protocolos que chegam a ultrapassar duas semanas sem resposta.”

Apesar do discurso oficial, que tenta atribuir as falhas a supostas instabilidades no sistema SIARE, a realidade é outra: Técnicos e Analistas fazendários reduziram o ritmo de trabalho em razão de um impasse remuneratório ignorado pelo governo. Enquanto os Auditores Fiscais receberam uma solução imediata para a mesma questão, os técnicos e Analistas continuam sendo negligenciadas — um tratamento desigual que aprofunda a insatisfação dentro da própria Secretaria da Fazenda.


A estratégia adotada pelos servidores de reduzir a força de trabalho  já apresenta  prejuízos concretos. O escoamento da produção agropecuária enfrenta entraves graves. Sem Notas Fiscais Avulsas e sem o cartão do produtor rural, produtos perecíveis e de alto valor agregado, como o café, ficam parados, comprometendo a renda de milhares de produtores e ameaçando a economia do Estado. Trata-se de um problema criado pela inércia do Secretário de Fazenda, que prefere maquiar os fatos a enfrentar a crise de frente.”

“Os impactos não atingem apenas o campo, mas se estendem a outros setores estratégicos da economia. A insatisfação já mobilizou diversas entidades de classe, que passaram a pressionar formalmente o governo e enviaram ofícios diretamente ao governador, exigindo uma solução imediata para a crise.

Internamente o corpo gerencial tem manifestado apoio ao movimento dos Técnicos e Analistas, pois já encaminharam oficio ao secretário informando a desmotivação geral que vem causando a inércia do secretario, Mesmo após o vazamento de um documento assinado por todo o corpo gerencial da pasta, denunciando o desmantelo da Receita Estadual, o secretário continua indiferente ao alerta. Superintendentes regionais relatam que não há diálogo com o titular da Fazenda, nem mesmo para tratar de questões fundamentais, como o planejamento de trabalho.

Outro documento assinado pelos responsáveis pelas Administrações Fazendárias da Grande BH e região foi enviado para a superintendente Regional  relatando que devido ao movimento dos servidores que os comissionados tem ficado extremamente sobrecarregados diante do elevado volume de demandas além de  enfrentarem desgastes com as equipes

Além disso, os chefes chamam a atenção para os graves prejuízos operacionais e institucionais já perceptíveis. Entre eles, destacam-se o aumento expressivo das reclamações presenciais e registradas nos canais oficiais, como a ouvidoria e a corregedoria, o que tem gerado retrabalho; a elevação das ações judiciais contra a SEF/MG, afetando sua credibilidade e o risco concreto de sobrecarga e adoecimento dos servidores que permanecem em atividade, obrigados a se desdobrar para assegurar a continuidade mínima dos serviços.

Já o sindicato da categoria denuncia que o secretário se recusa a abrir diálogo e adverte que, mantido esse cenário, a crise tende a se aprofundar. A entidade ressalta que a situação se torna ainda mais delicada após a resolução do mesmo impasse que afetava os auditores e alerta para o risco de deterioração do clima organizacional.

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse

Encontro contou com a presença de dirigentes do partido e parlamentares do Congresso