De viadutos a câmeras inteligentes: veja as obras e ações em curso em BH

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Rodrigo Clemente/PBH

Novos viadutos na Avenida Cristiano Machado, centros de saúde entregues, obras de contenção de encostas e reforço da Guarda Municipal fazem parte de um conjunto de intervenções da prefeitura em Belo Horizonte. Os projetos têm escalas e prazos diferentes: alguns já entraram em operação, enquanto outros seguem em execução.

Na mobilidade, o foco está em cruzamentos que concentram congestionamentos. Na saúde, a cidade amplia e moderniza a estrutura física da rede. A prevenção combina obras de engenharia com limpeza e manutenção, enquanto a segurança recebe efetivo, veículos e tecnologia. Confira as principais frentes.

Novos acessos na Cristiano Machado

Duas intervenções já entraram em operação na Avenida Cristiano Machado. O viaduto da Saramenha foi liberado ao trânsito em junho de 2026 e criou acesso direto para quem sai da Avenida Saramenha em direção ao Centro. No cruzamento com a Avenida Waldomiro Lobo, todas as alças previstas no complexo viário estão em funcionamento desde outubro de 2025, reorganizando os deslocamentos entre bairros como Guarani, Heliópolis e São Bernardo e a Cristiano Machado.

Na interseção com a Avenida Sebastião de Brito, a obra continua. O remanejamento de uma rede de gás foi concluído em agosto e abriu caminho para o avanço dos pilares das novas estruturas. O objetivo é eliminar o cruzamento em nível e separar fluxos que hoje disputam o mesmo espaço.

A intervenção de maior porte está entre a Avenida Vilarinho e a MG-010. A trincheira da Cristiano Machado terá até 780 metros de extensão. A execução inclui paredes de concreto que chegam a cerca de 20 metros de profundidade. Como grande parte do serviço ocorre no subsolo, o volume da obra nem sempre é visível para quem passa pela avenida.

O projeto prevê ainda um trecho coberto com boulevard em frente à Catedral Cristo Rei, pista de aceleração na interseção com a Avenida Vilarinho, alargamento do viaduto sobre a linha do metrô e melhorias de drenagem, pavimentação, iluminação e paisagismo. O investimento informado pela Prefeitura é de R$ 161,6 milhões, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2028.

Nove centros de saúde reforçam a atenção básica

A modernização da rede municipal de saúde chegou a diferentes regiões. Entre as entregas destacadas pela Prefeitura estão os centros de saúde Alameda dos Ipês, Céu Azul, Minas Caixa e Nova York, em Venda Nova; Jardim Felicidade, na Região Norte; Itamarati, na Pampulha; Independência, no Barreiro; Parque Centenário, na Região Leste; e Conselheiro Valdir Matos de Lima, na Noroeste.

Com a abertura do Centro de Saúde Nova York, em setembro, Belo Horizonte chegou a 62 centros de saúde construídos ou reconstruídos por meio de parceria público-privada. A unidade é referência para cerca de 15 mil moradores e reúne 17 consultórios, salas de triagem, coleta, curativo e vacinação, além de farmácia e setor de Zoonoses.

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Rodrigo Clemente/PBH

A rede de urgência também passa por mudanças. As UPAs Barreiro, Venda Nova, Oeste e Nordeste integram a frente de reconstrução e ampliação dos equipamentos municipais. Durante as obras, os atendimentos são reorganizados ou transferidos para estruturas temporárias, conforme a etapa de cada unidade.

Prevenção avança antes do período chuvoso

A preparação para eventos climáticos extremos envolve obras estruturais e serviços de manutenção. Segundo balanço divulgado pela Prefeitura, 183 novas obras de contenção de encostas foram entregues nos últimos dois anos e outras 106 estão em andamento.

Em 2026, mais de 83 mil bocas de lobo foram limpas, com a retirada de mais de 1,3 mil toneladas de resíduos. Nas bacias de controle de cheias, o volume de sedimentos removido equivale a quase 4 mil caminhões.

Esses serviços reduzem obstruções na drenagem e ajudam a diminuir riscos, mas não eliminam os efeitos de temporais intensos. Por isso, o trabalho inclui o monitoramento da Defesa Civil e a articulação de equipes para orientar e atender moradores, especialmente nas áreas mais vulneráveis.

Guarda Municipal ganha efetivo e tecnologia

A Prefeitura iniciou em 14 de setembro a formação de 262 aprovados no concurso da Guarda Civil Municipal. A turma reúne 206 homens e 56 mulheres e terá 1.200 horas-aula de capacitação, divididas em duas etapas, antes da conclusão do curso.

Segundo a Prefeitura, 100% da frota da corporação foi renovada, com carros, vans, motocicletas, furgonetas e ônibus. Nas ruas, os veículos se somam ao Muralha BH, programa que integra câmeras de videomonitoramento, leitura de placas e reconhecimento facial ao trabalho dos órgãos de segurança.

Desde a integração do Muralha BH com a plataforma de reconhecimento facial da Polícia Federal, formalizada em julho, 22 pessoas foram localizadas e presas até o fim de agosto, segundo a Prefeitura. Os alertas passam por validação técnica antes de qualquer abordagem. O sistema também identifica placas de veículos e pode apoiar a localização de automóveis roubados ou usados em crimes.

As intervenções estão em estágios diferentes. O resultado das estruturas já entregues começa a aparecer no uso diário; as obras em andamento ainda exigem desvios, mudanças temporárias e acompanhamento da população. Atualizações podem ser consultadas no portal da Prefeitura de Belo Horizonte e no Instagram @obras_bh.

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Encontro contou com a presença de dirigentes do partido e parlamentares do Congresso